A limpeza é um dos processos mais importantes para chegar a cicatrização, e se você está tratando uma ferida, já se perguntou se a limpeza que você tem feito está auxiliando a cicatrização?
• A pele é considerada um órgão de proteção, por servir como uma barreira, preservando o meio interno, absorvendo de agressões físicas externas, além de fazer a termorregulação que é a regulação da temperatura corporal interna, síntese de vitamina D, e ser responsável pelas sensações, sendo o órgão de expressão, como exemplo a vasodilatação em momento de vergonha, a vasoconstrição no medo, sudorese na ansiedade.
Com foco na limpeza correta da ferida, é necessário compreender primeiro a função de barreira contra os microrganismos que acontece na pele. As bactérias, fungos e vírus ficam esperando uma brecha para invadir nosso corpo, mas nem todas as bactérias, fungos e vírus são ruins, existe uma microbiota desses seres na nossa pele que tem a missão de proteger e controlar o equilíbrio do pH da pele, lutando ainda a todo tempo contra os microrganismos invasores, esses que de fato causam o adoecimento e se aproveitam quando há uma porta de entrada. E se mesmo as bactérias fungos e vírus podem auxiliar na proteção da pele, precisamos cuidar deles, sendo assim, atenção a alguns sabonetes que dizem matar 99% das bactérias, pois eles podem estar tirando as sua proteção natural, matando as bactérias da microbiota que auxiliam na proteção.
E como a limpeza pode auxiliar na cicatrização?
Quando ocorre o surgimento de uma ferida (pode ser por um trauma, como um corte, uma escoriação que é um arranhão, ou qualquer outro motivo que cause o rompimento da pele), fica mais difícil do nosso corpo controlar essa invasão dos microrganismos agressores, mesmo os nossos defensores internos chegando para auxiliar através da corrente sanguínea, leucócitos, neutrófilos e macrófagos.
E sabendo desse risco de invasores na ferida, que precisamos pensar em uma limpeza potente, claro se for um ferimento, muito superficial que atinge apenas a primeira camada da pele, a epiderme (pequeno corte, uma escoriação que é um arranhão, superficial, com pequena extensão, uma limpeza bem feita com água e sabão resolve, mas se for uma ferida que atinge a segunda ou terceira camada da pele, uma ferida que tem maior profundidade, maior área de extensão) é necessário um bom antimicrobiano, para matar as bactérias que se aproveitaram da porta de entrada que é o rompimento da pele.
E antes de usar o antimicrobiano tem um passo fundamental que não deve ser esquecido, a remoção da sujeira na ferida, resíduos que ficam na parte interna da ferida e são chamados de corpos estranhos, que no futuro podem ser o fator para uma infecção da ferida, ou ainda atrapalhar a cicatrização, para isso, será realizada um limpeza mecânica, podendo ser utilizado:, soro em jato, utilizando uma seringa 40 x 12 ou 38 x 8, gaze embebida por soro fisiológico, ou mesmo uma esponja estéril com clorexidina aquosa a 0,2%.
Mas hoje temos a solução de PHMB como uma boa escolha de antimicrobiano, proporcionando limpeza efetiva e controle antimicrobiano, com efetiva capacidade de remover biofilmes de feridas crônicas, proporciona limpeza sem fricção ao tecido viabilizando a limpeza livre de dor. Em sua composição, há 0,1% de Polihexanida (PHMB), 0,1% de Betaina e 99,8 % de água purificada, o phmb deverá ser embebido na gaze, que vererá ficar na ferida por 15 minutos para sua ação completa. O bom é que esse produto pode ser utilizado até o final do tratamento todas as vezes que for fazer o curativo.
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